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Conquistando o mundo

Conhecido internacionalmente, Grupo de Rua de Niterói mostra seu trabalho ao publico carioca

Ana Stern

O Fluminense – 2º Caderno

Conhecido internacionalmente, Grupo de Rua de Niterói mostra seu trabalho ao publico carioca

Grupo de Rua de Niterói (GRN) não pára. Seguindo a cultura hip hop, a companhia de dança contemporânea
passou, só este ano, pela Holanda, Alemanha, Austria e Bélgica, além de Seul, na Coréia do Sul, de onde acabou de voltar. Eles já têm viagem marcada para a França no próximo mês e presença marcada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, nos dias 30 de outubro e 1° de novembro. A apresentação do dia 30 faz parte do projeto Domingo Contemporâ-neo, que oferece ingressos a preços populares. As coreografias mostradas serão Too Legit to Quite Do Popping ao Pop ou Vice-versa.

No dia 1°, o grupo exibe, na abertura do Festival Panorama Rio Dança, o espetáculo
H2 2005, co-produzido pelo grupo e apresentado em 7 festivais de dança contemporanea na Europa. • GRN foi criado em 1996, por Bruno Beltrão e Rodrigo Bernardi. Durante os primeiros dois anos, dedicou-se a participar de festivais competitivos de dança, eventos e programas de TV. Em 2000, fez parte da turnê internacional do espetáculo Metrópole, com o Circo da Madruga-da, do diretor francês Pierrot Bidon.

Foi o pontapé inicial para uma bem-sucedida carreira internacional, que começou em 2002, com as apresentações no Rencontres Choregraphiques de Seine-Saint-Denis, no MC93, em Paris, e no Festival Danças na Cidade, em Lisboa. Em 2003, a convite do coreografo francês Jérôme Bel, o grupo participou do Festival Klapstuk, na Bélgica. No mesmo ano, participou do SpringDance (Holanda), do Ile Danse Ajaccio (França), do Interna-tionales Tanzfest Berlin (Alemanha), do Yokohama Dance Summit (Japão). do Hebbel Theater (Berlim) e do Opkomst (Holanda).

Em 2004, o GRN esteve na Ferme du Buisson (França), no Kunsten Festival des Arts (Bélgica), no Ruhr-festspiele (Alemanha), no Tanztage (Suíça), no CSS Theater (Itália), no Rencontres de la Villete (França) e ainda no Kampnagel (Alemanha) e no Festival Holandês Breakin Walls. No mesmo ano, foi realizado um concurso entre 250 bailarinos de todo o Brasil, que selecionou 16 dos 25 bailarinos da formação atual do grupo. A companhia é conhecida in-ternacionalmente, principalmente na Europa, mas infelizmente não consegue o mesmo prestígio em seu próprio País.

"É difícil entender como a dança moderna com a batida do hip hop tem uma aceitação tão grande na Europa, principalmente na França, e não consegue se firmar no Brasil. Talvez seja porque os europeus conseguem enxergar mais à frente, acreditando nesta fusão do hip hop com a dança contemporânea", avalia Bruno Beltrão, diretor e criador do grupo.

"Falta aos produtores brasileiros acreditar no hip hop como uma expressão jovem, que une música, dança e pintura", ressalta Bruno, explicando que a cultura hip hop é representada pelos DIs e MCs na musica, pelos grafiteiros na pintura e dançarinos ou B-Boys na dança.e

Paixão que se tornou coisa séria

Bruno Beltrão nasceu em Niterói, no ano de 1980. Em 1993, aos treze anos, começou a estudar dança de rua com o professor israelense Yoram Szabo. A partir de 1995, passou a desenvolver um trabalho de pesquisa para aprofundar-se neste estilo de dança, ainda recente no Brasil. Em 2001, estreou com o GRN o espetáculo Do Popping ao Pop ou Vice-Versa na mostra Duos de Dança no Sesc, no Rio de Janeiro.

O trabalho apresentou Bruno Beltrão à comunidade da dança contemporânea carioca e foi o primeiro passo para libertar sua dança de rua do mero virtuosismo e da reprodução de estruturas coreográticas modelo, comuns à dança de rua. Desde 2001, sua pesquisa se orienta pela troca e o diálogo entre o Hip Hop e a dança contemporânea.

Suas criações seguintes foram Eu e meu coreógrafo no 63 (2001 - 10" edição do Panorama Kioarte de Dança), Too Legit to Quit (2002 - 11" edição do Panorama Rioarte de Dança), Telesquat (2003 - Mostra Dança Brasil - CCBB) H2 2005, a coreografia atual, que estreou em abril deste ano no Springdance Festival, na Holanda. Além de coreógrafo, Bruno Beltrão é cura-dor, participa de programas sociais, projetos de reflexão e de divulgação da dança de rua em diferentes ambientes. É autor do ensaio Breakdance: Fissão e a Reação em cadeia. publicado no Lições de Dança 2, da editora
UniverCidade.

O GRN sobe ao palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro no próximo dia 30 de outubro, para apresentar a coreografia "Too Legit to Quit" (acima). No dia 1° de novembro, abre o "Festival Panorama Rio Dança". no mesmo espaço, com a nova montagem "H2 2005" (ao lado), que também será exibida na proxima turnê da companhia, na Franca
A coreografia "Do Popping ao Pop ou Vice-versa" também será exibida no dia 30 de novembro, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro

SERVIÇO: O Theatro Municipal do Rio de Janeiro fica na Praça Floriano, s.n°, Cinelándia, Centro do Rio. Informações pelo telefone: 2299-1633. Projeto Domingo Contemporâneo: 30 de outubro, às 11 horas. Ingresso: R$ 1. Censura: livre. Festival Panorama de Dança: 1° de novembro, às 20 horas. Ingresso: RS 1.

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