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Coreografo no futuro

Brasil: estas são as caras de que se fala quando não se fala de política

Tiago Bartolomeu Costa

O Público

Para Barack Obama, Lula da Silva é “o cara”.
Mas o imenso Brasil que amanhã vota na segunda volta das presidenciais conta com muitas outras “caras” que ajudaram na sua internacionalização.
Um escritor, um guru do marketing, um defensor da natureza, dois arquitetos, um coreógrafo, um criador de moda, um cineasta, uma atriz e um artista plástico — uma geração que acredita ainda ter “tudo por fazer” pelo país.

Bruno Beltrão: um coreógrafo do futuro

Quando Bruno Beltrão começou a apresentar seus trabalhos fora do Brasil, a grande surpresa para o público e para a crítica — que imediatamente o reconheceram como um dos expoentes de uma nova forma de interpretar o corpo contemporâneo — não estava apenas na relação que ele estabeleceu entre as danças urbanas e os códigos formais da coreografia.

O que realmente se destacou foi um discurso capaz de transcender os modelos deterministas da relação entre corpo e objeto, entre ação e percepção, entre representação e presença.

Aos 31 anos, o coreógrafo brasileiro — força motriz do Grupo de Rua de Niterói, do outro lado da Baía de Guanabara — tornou-se menos um “coreógrafo brasileiro” e mais uma das vozes centrais de uma nova filosofia da dança.

O cruzamento que ele propõe entre o hip-hop e os cânones clássicos — sugerindo uma nova geografia territorial e disciplinar — levou-o aos palcos dos principais teatros e festivais europeus.
Fascinadas por suas descobertas, essas instituições não apenas reconhecem seu trabalho — ele foi eleito Coreógrafo do Ano de 2006 pela crítica internacional da revista alemã ballettanz — como também coproduzem regularmente suas obras.

A maior força de seu trabalho reside na forma como trata o corpo como um elemento ativo e gerador dentro da coreografia — revelando um movimento que nunca se fecha em si mesmo, mas se expande para fora, tornando-se o verdadeiro centro da ação.

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