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Entre o hip hop e Shakespeare

El coreógrafo y su Grupo de Rua de Niterói presentarán hoy una obra multimedia sobre la cultura de masas. Con actores rusos y dirigida por el inglés Declan Donnellan se verá “Noche de reyes”, de Shakespeare. Alcón hará de “Enrique IV”.

O coreógrafo e seu Grupo de Rua de Niterói apresentam hoje uma obra multimídia sobre a cultura de massas. Com atores russos e dirigida pelo inglês Declan Donnellan, será apresentada *Noite de Reis*, de Shakespeare. Alcón fará *Henrique IV*.

Tem vinte e cinco anos e descobriu o hip hop aos treze, quando frequentava as discotecas de Niterói, a pequena cidade onde vive, perto do Rio de Janeiro. Bruno Beltrão, com sua companhia Grupo de Rua de Niterói, apresenta hoje, às 20h30, no Sarmiento, *Telesquat*, um espetáculo no qual mistura dança ao vivo, bailarinos que aparecem em vídeo, imagens que remetem a ícones da cultura contemporânea e um ator que narra o que acontece em cena.
“Telesquat” era, segundo se conta, o nome com que médicos designavam uma doença que acometia aqueles que assistiam televisão em excesso, na década de 1950. Beltrão apoiou-se nesse conceito para fazer coincidir o ritmo da dança de rua, o hip hop, com sua visão crítica e filosófica sobre a cultura de massas.

**FILOSOFIA E MOVIMENTO**

Bruno Beltrão é o que se pode chamar de um jovem em movimento, ainda que, quando descobriu a filosofia — que cursa atualmente na universidade —, preferisse dirigir a sua companhia formada por brasileiros recrutados em diferentes regiões do país. Em conversa com *La Prensa*, o coreógrafo explicou que *Telesquat* foi apresentada pela primeira vez em março de 2003, e o ponto de partida do trabalho foi descobrir que médicos, nos anos 1950, diziam que ver televisão afetava o pescoço, a cabeça e a visão.

“A obra tem a ver com isso, com mostrar, por meio de diferentes linguagens expressivas, como a televisão afeta e modifica — ou condiciona — nosso olhar sobre o mundo, seja pelos telejornais, pela publicidade massiva, pelo cinema ou pelos videoclipes.”
A mistura de conceitos que estrutura a obra — na qual realidade e fantasia se cruzam ao estilo *Matrix* (filme que Beltrão considera uma referência) — ou a imagem de um pinguim que se transforma num animal monstruoso, faz o artista dizer que *Telesquat* “à primeira vista parece algo muito caótico.

Uma celebração na qual o espectador se sente bombardeado de diferentes ângulos.”
“A filosofia da peça é que o público saia com menos certezas do que entrou. Para isso tentamos envolvê-lo em uma proposta de jogo em que coincidem a animação, seis televisores distribuídos pela plateia, legendas que explicam o que acontece em cena e alguém que canta.

A intenção é questionar códigos da cultura atual.”
Falando sobre o Grupo de Rua de Niterói, o artista afirma que o encontro com o coreógrafo francês Jérôme Bel, em 2002, fez com que a companhia se permitisse misturar a cultura do videoclipe com a dança de rua.

**SEMPRE SHAKESPEARE**

A companhia Chekhov International Theatre Festival, dirigida pelo inglês Declan Donnellan, apresentará com atores russos sua versão de *Noite de Reis*, de Shakespeare.
Apresentado pelo British Council, o grupo respeita a tradição do teatro isabelino e encena essa comédia que permanece fiel ao original em sua malícia e seus enredos, nos quais nada é o que parece. Donnellan, que montou várias peças de Shakespeare, trata com humor refinado essa trama delicada onde se cruzam temas como a morte, o erotismo e a identidade.

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