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Expressão que vem das ruas
De Niterói, dançarinos do GRN ganham patrocínio europeu e têm agenda de dar inveja às maiores companhias de dança brasileiras. Por aqui, eles ainda foram vistos por poucos
Thaís Sousa
Longe dos palcos brasileiros, o “Grupo de Rua de Niterói” (GRN) brilha. Com menos de 13 anos de história, a companhia de dança dirigida pelo niteroiense Bruno Beltrão, de 29 anos, já se apresentou em importantes festas de dança contemporânea da cidade de Paris e também no circuito espanhol com o H3, grupo em apresentações marcadas até 2010 com o b-boy niteroiense Rodrigo Dias e o bailarino gaúcho de Porto Alegre de 2008 pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA).
Durante uma entrevista concedida em rápida turnê realizada em julho deste ano por cidades espanholas, o coreógrafo e fundado do GRN disse que foi para as ruas de Niterói com o H3, uma espécie de mistura de dança contemporânea com street dance, onde resgata elementos do hip hop: “As pessoas se afastam naturalmente desse tipo de dança. No Brasil ainda é um movimento novo”, avalia Beltrão. “Lá fora tivemos uma boa participação, principalmente na França, onde é mais fácil de aceitar. Aqui no Brasil ainda temos coisas para renovar”, analisa.
O GRN, que passou um bom tempo ensaiando na base da insistência, já dividiu, em Niterói, em uma sala do Terminal Rodoviário João Goulart, até que tenham uma sede própria, Bruno Beltrão conta que a partir de seis meses se reuniu com o prefeito Jorge Roberto Silveira para falar da necessidade de ajuda do grupo. A primeira coreografia e disse que começou a trabalhar dança foi para um concurso. Como a dança interessa até hoje a ele, foi estudar ciências sociais na UFF, antes de se dedicar inteiramente ao grupo. Os últimos ensaios e os novos projetos do Grupo de Rua embarcar para a Europa.
Depois de um período de apresentações nos palcos europeus, o grupo volta a terras brasileiras. Apesar de não terem uma boa aceitação, os meninos do grupo já participaram de diversos festivais do país como o Grupo Corpo e Deborah Colker. Eles têm apresentações confirmadas até março de 2010. Atualmente, é graças ao patrocínio que recebem na Europa que o GRN tem a oportunidade de divulgar seu trabalho. O H3, por exemplo, estreou em maio de 2008, já foi visto por espectadores de oito países.
Em uma destas apresentações, o grupo recebeu a proposta do cineasta espanhol Thierry De Mey, que está com a possibilidade de fazer um filme sobre o grupo. “No Brasil, este um novo expicar elas danças de rua, que as pessoas não têm como compreender. Sérgio Monteiro sugere como lidar com algumas coisas ruins”, questiona Bruno.
**Do hip hop ao contemporâneo**
O Grupo de Rua de Niterói nasce quando os amigos Bruno Beltrão e Rodrigo Bernardi, nas mais distintas bases do hip hop se conhecem, na década de 90 e decidem se dedicar a pesquisar novos recursos, influenciados por dança de rua e dança contemporânea. Bruno Beltrão é hoje reconhecido internacionalmente por suas sensações e influências diferentes no estilo hip hop eletrônico. Em uma sala da UFF, em Niterói, começou a trabalhar com improvisações, que privilegiam a parte espontânea dos movimentos. Depois, experimentaram misturar hip hop com dança contemporânea.
Bruno sempre gostou de dançar. Ele assume que, no início, gostava de hip hop: “Fazemos hip hop de mente também. Quem está no street dance sabe disso. É fácil entrar no mundo que intermediário de movimentos nas outras disciplinas do hip hop.
O coreógrafo também: “Não há regras. Os dançarinos, sejam eles do hip hop ou não, devem utiliza-los ao seu modo de encarar a vida e a dança.”
**Patrocínios estrangeiros**
O grupo é dirigido por coreógrafos de renome como os franceses Peter Biondi e Jérome Bel. Suas coreografias tentam fugir da técnica e da comunicação com hip hop, tendo conquistado estrangeiros.
O próprio Bruno, que era discípulo de dança de rua, percebeu algo estava mudando em sua trajetória e resolveu transformar as suas técnicas para ser um artista não apenas de tom narrativo. Hoje, é de autoridade na criação de uma dança com estética própria.
“Trabalhamos movimentos, sugestões de rápida interpretação e, sem tempo, assimilamos aquilo que somos e como vemos a dança de rua. A técnica existe e está instalada em nosso processo”, considera.
Com auxílio da assessoria internacional de coreógrafos e produtores, o grupo tem independência para novas sensações.
Willow é hoje um dançarino mais antigo do grupo de Rua de Niterói. Descobriu a interpretação de danças de rua com menos estereótipos.
“Eu não me crucifico como dançarino e nem culpo o estilo hip hop. Ele sempre marcou nossos movimentos”, analisa.
“A vida não marca história de currículo. Queremos fazer isso de uma forma original”, comenta.


