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Hip Hop das ruas para o palco

O brasileiro Bruno Beltrão se atreve a polinização cruzada

O brasileiro Bruno Beltrão se atreve a polinização cruzada

(tempo) — O hip-hop, uma dança que surgiu da cultura de rua, conquistou nos últimos anos os palcos “reais”. No entanto, essa transição raramente resulta em um salto qualitativo: muitas vezes, limita-se à exibição de proezas de dança. Quando os artistas se aventuram a fazer uma fusão com outras formas de dança, o resultado raramente é empolgante. Uma exceção é o brasileiro Bruno Beltrão.
Em 1996, Bruno Beltrão fundou o Grupo de Rua de Niterói. Com eles, ele adaptou o idioma do hip-hop ao seu estilo: ele não visa apenas a exibição virtuosa, mas usa essa linguagem para contar histórias fortes, muitas vezes fundamentadas em muita pesquisa filosófica.
Usher e Michael Jackson encontram Nietzsche, Derrida e Noverre, resume o KunstenFESTIVALdesArts (KFdA) esse método. Não é exagero: isso ficou claro tanto no décimo primeiro Klapstukfestival quanto no último KFdA.

Em “Telesquat”, Beltrão parte da posição clássica de uma noite de hip-hop. Quatro performers atléticos e virtuosos apresentam suas habilidades ao público. No entanto, a ação se desenvolve em uma direção totalmente nova no momento em que telas de vídeo, suspensas ao redor do público, se acendem. Lá também os dançarinos estão virtualmente presentes. Os fantasmas que se tornam realidade neste ambiente virtual distorcem de forma notável tanto o comportamento dos artistas como a forma como os percebemos.

**Cultura televisiva**

Beltrão explora aqui o impacto da cultura televisiva e dos videogames na realidade psicológica dos jovens. No entanto, ele não o faz de forma alegórica ou didática, mas sim de uma forma que se assemelha cada vez mais a uma festa em casa. A análise e a experiência formam uma combinação curiosa.

Durante o KFdA anterior, Beltrão mostrou outros aspectos de seu trabalho com três obras mais antigas:
* “Too Legit to Quit”, um quinteto de 2002
* “Eu e o Meu Coreógrafo nº 63”, um solo
* “Do Popping ao Pop”, um dueto
Nessas obras, chama a atenção principalmente a forma como o coreógrafo, com sugestões sutis e meios técnicos modestos, estabelece conexões entre o mundo cotidiano dos hiphoppers e sua exibição pendente. O interessante era que, em todos os casos, a história “por trás” da dança não atrapalhava o prazer do virtuosismo dos dançarinos.

Em sua nova obra “H2–2005”, Beltrão investiga a relação entre espaço e dança. Essa relação é um elemento central no teatro de dança clássico, mas até agora raramente foi fonte de reflexão na cultura hip-hop — mesmo que fosse apenas porque o palco não parece ser um lugar para uma dança que surgiu nas ruas.

Beltrão mostra aqui como uma análise da relação entre movimento e espaço pode alterar qualitativamente a dança. Com quatorze performers no palco, promete ser um evento importante.
PTJ

H2 - 2005 estará no Hallen de Schaarbeek na sexta-feira, 6, e no sábado, 7 de maio, às 20h30, e no domingo, 8 de maio, às 18h.
Informações: tel. 070.222.199 ou [www.kunstenfestivaldesarts.be](http:..www.kunstenfestivaldesarts.be)

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