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Hip hop do distante Brasil

Com o brasileiro Bruno Beltrão, o hip-hop também faz sua entrada no Klapstuk.

Het Volk . Brabant (Kunstencentrum STUK – Klapstuk Festival)

Até 17 de outubro você pode ir a Leuven para a 11ª edição do festival internacional de dança Klapstuk. Com o brasileiro Bruno Beltrão, o hip-hop também faz sua entrada no Klapstuk. “Porque é uma linguagem compreensível de Leuven até Bagdá”, diz o curador Jerome Bel. Desde que praticamente todo centro cultural passou a programar novas danças na região flamenga, o Klapstuk tomou um novo rumo. Um exemplo é o grupo britânico Forced Entertainment, que apresenta espetáculos nos quais o público pode entrar, sair e voltar quando quiser.

O brasileiro Bruno Beltrão apresenta hip-hop misturado com dança contemporânea. Aos 15 anos, Beltrão desafiava qualquer praticante de hip-hop em competições dentro e fora do Brasil. Aos 20, foi “picado pelo vírus” da dança contemporânea. Desde então mistura o melhor de dois mundos: dança rápida e inteligente, jovem e ousada, “alive and kicking”, mas do seu jeito brasileiro. Bruno foi uma criança prodígio do breakdance. Ganhou competições e nos anos 1990 se apresentou em programas de TV.

Aos 15 anos tinha uma companhia com dez dançarinos com a qual participou de competições de breakdance no Brasil e na Europa. Quatro anos atrás, recebeu de um pequeno festival de dança contemporânea uma encomenda de criação — o início da sua carreira em vários festivais de dança. (ERO)

*Klapstuk, até 17 de outubro, Leuven. Informações em www.stuk.be ou 016-320.320.*

**Foto RR
Bruno Beltrao: começou como streetdancer.**

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