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Hip Hop longe das ruas

Bruno Beltrão é um dos jovens coreógrafos mais aclamados do mundo.

Peter T’Jonck

De Morgen

Bruno Beltrão no Kunstenfestivaldesartst

Bruno Beltrão é mais uma vez convidado do Kunstenfestivaldesartst. Há muitos anos ele trabalha com garotos de rua do Rio de Janeiro, criando uma espécie de coreografia que repensa o hip-hop para a cena clássica. Sua criação anterior para o KFDA, H2, combinou o melhor desses dois universos da dança. A continuação, H3, é uma sequência que enfatiza novos acentos.

Desta vez, Beltrão optou por 9 dançarinos em vez de 12. No início da peça, manchas de luz nítidas e brilhantes aparecem no fundo do palco. São como a luz do sol entrando por uma janela. Imediatamente, fica claro que o lugar onde essa peça imaginária se passa não é a rua, mas um estúdio de dança. Beltrão deixa claro, de forma sutil, que seu propósito não é encadear pequenas danças surpreendentes como artistas de rua. Ele quer explorar algo. É por isso que você nunca ouve as batidas pulsantes características do hip hop.

Na maior parte da peça, ela é silenciosa, embora às vezes se ouça alguma percussão acústica ou um funk jazzístico suave. Ao fundo, ouvem-se sons de carros e caminhões. Em outras palavras: os dançarinos podem ter saído das ruas para desenvolver sua linguagem de dança no estúdio, mas ainda estão próximos deste mundo. O mais impressionante em H3 é certamente o fato de a dança seguir padrões coreográficos claros. Quando os dançarinos estão todos no palco, eles não apenas apoiam os truques uns dos outros. Você poderia interpretar essa coreografia como a busca individual de cada um por contato.

Em seus movimentos de grupo, Beltrão é um mestre em usar um movimento que raramente se vê no hip hop ou na dança contemporânea: seus dançarinos se movem para trás com uma velocidade impensável, correndo em grandes círculos. O fato de não se chocarem ou se empurrarem uns contra os outros é um verdadeiro enigma. Mais uma vez, o intenso comprometimento do conjunto, do grupo, e a forte confiança mútua são cruciais. Mesmo assim, Beltrão jamais perde de vista a energia brutal do hip-hop. Em alguns momentos, até se apreciam alguns truques do gênero.

Beltrão nunca se distancia das raízes dessa arte da dança e demonstra que seus espetáculos vão muito além de uma simples sequência de performances.

Raffinerie, Molenbeek até domingo. Veja mais críticas da KFDA em [demorgen.be](http:..demorgen.be)

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