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Mistura nos palcos

Companhias de dança e grupos de teatro embaralham referências — de Shakespeare a Lispector, do balé clássico à dança contemporânea.

O Grupo Corpo, companhia de dança de Belo Horizonte, detém um recorde: o maior número de apresentações consecutivas de uma obra de dança no Brasil, com *Maria, Maria*, espetáculo criado em 1976. A companhia, fundada pelos irmãos Pederneiras, trouxe um novo fôlego ao balé. Hoje, eles encenam uma dança em que o Brasil deixa de ser tema para se tornar linguagem. Suas coreografias mesclam técnicas do balé clássico às da dança contemporânea. Movimentos, sinuosidades e impulsos — mais próximos das danças populares do que das linguagens do teatro — rompem o eixo sempre tão vertical da técnica clássica.

A dança também não escapou da mistura de tradições herdadas das cortes europeias, das culturas indígenas e das raízes africanas. Outras companhias também incendiarão os palcos franceses. Lia Rodrigues, por exemplo, ex-intérprete de Maguy Marin, chacoalha as convenções da dança. Em *Ce dont nous sommes faits*, espetáculo apresentado em Lyon em 2001, os bailarinos evoluíam no meio do público, instalados diretamente no palco. A coreógrafa Cristina Moura também busca uma nova dança, entre performance e improvisação.
Bruno Beltrão e seu grupo, fundado em Niterói, na região metropolitana do Rio, apresentarão na França sua criação de hip-hop “revisitado”, uma verdadeira demonstração de virtuosismo coreográfico e físico.

O teatro contemporâneo brasileiro também cruzará o Atlântico. Enrique Diaz dirige três espetáculos: *Mélodrame*; *A paixão segundo G.H.* (texto de Clarice Lispector interpretado em monólogo por Mariana Lima); e uma criação própria de *Hamlet*, de Shakespeare. Para quebrar a barreira da língua, ele retrabalhou os textos alternando trechos legendados e trechos ditos no idioma original, além de passagens traduzidas para o francês. Já o ator Paulo Autran, lenda do cinema brasileiro desde os anos 1950, apresentará um monólogo de Tchekhov dirigido pelo diretor do Odéon-Théâtre de l’Europe, Georges Lavaudant.

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