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Que estatuto tem ainda uma obra de arte na era digital? Em que medida processos como  remix, o sampling e mash-ups são reconhecidos como procedimentos básicos para a criação artística? Em seu trabalho mais recente, Bruno Beltrão e o Grupo de Rua de Niterói celebram o processo de difusão cultural facilitado pelas novas tecnologias de informação. CRACKz (que se refere a cracking software protected) é baseado numa série de ações ações escolhidas aleatoriamente na Internet pelos dançarinos. A única exigência era que escolhessem vídeos que lhes desse vontade de copiar, independentemente do valor estético. Depois disso, passaram um ano a ensaiar 28 clips com este "repertório de gestos da humanidade".

Patrocínio 
Petrobras
Ministério da Cultura

Realização
Governo Federal

Direção artística 
Bruno Beltrão 

Assistente de direção 
Ugo Alexandre 

Dançarinos 
Jonathan Canito
Bruno Duarte 
Bárbara Lima
Olye Souza
João Chataignier
Ronielson Araújo
Cleidson Seabra
Leandro Rodrigues
Leonardo Ciriaco
Leonardo Galvão
Joseph Antonio
Luiz Carlos Gadelha
Samuel Lima
Thiago Lacerda
Samuel Lima


Luz
BAS - Bossinade Lightworks 


Filosofia
Charles Feitosa


Fisioterapeuta
Dyanne Santanna


Cozinheira
Dyanne Santanna


Apoio / Co-produção 
Kampnagel (Hambourg)
Tanzhaus (Düsseldorf)
Hellerau (Dresden)
Mousonturm (Francfort)
Wiener Festwochen (Vienne)
Holland Festival
 

Em Crackz, as ações cotidianas, as pessoas, as possibilidades e os mitos da vida nas ruas estão concentrados num único fluxo, fundido no movimento coletivo. “Há um monte de fundamentalismo e estreiteza no hip-hop. Os bailarinos não são facilmente persuadidos a desviar-se dos padrões estabelecidos”, diz Beltrão, 34 anos. “Estamos interessados no lado formal, técnico, do hip-hop, mas não estamos obcecados por ele. Em nossas performances a transformação é central. Estamos constantemente à procura de novos encontros entre a dança urbana internacional e a arte contemporânea. Nesse sentido, criamos cenas cheias de gestos humanos variados, num espetáculo de dança sem raízes ou pátria. Crackz é uma experiência nômade.”

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