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Arquivos sobre o futuro

Grupo de Rua testa, pela primeira vez, a tecnologia que utiliza sensores para rastrear o movimento humano e reflete sobre a possibilidade de um ‘continuum digital’ que transforme o processo criativo em dança.

Bruno Beltrão

Revista GRUPODERUA

Em junho de 2023, o Grupo de Rua usou um sistema de captura de movimentos para registrar e analisar seu espetáculo *Turvo* (2022). A companhia usou o Xsens Awinda que consiste de pequenos sensores inerciais sem restrições que são presos ao corpo, capturando dados de movimento em tempo real. Enquanto a instalação e calibração demora cerca de dez minutos, a portabilidade torna-o ideal para utilização fora do estúdio.

Inicialmente, o foco do Grupo é arquivar seu repertório, criando um registro histórico e uma ferramenta educacional que futuras gerações poderão acessar e reinterpretar. O aparelho pode ajudar a prevenir lesões, identificando padrões de movimento potencialmente prejudiciais.

A relação entre dança e tecnologia sempre despertou o interesse da companhia. A gravação de vídeo, por exemplo, tem sido uma ferramenta essencial no processo criativo permitindo documentar e editar. Em *Eu e Meu Coreógrafo no 63*, utilizamos fones de ouvido para criar uma experiência imersiva, e em*Telesquat* recorremos a televisões e legendas manipuladas para construir uma narrativa multifacetada. A captura de movimentos é uma extensão natural deste interesse, oferecendo novas vias de investigação e uma compreensão mais diversa do nosso ofício.
No fluxo de trabalho atual estudamos maneiras de integrar o *Unreal Engine*, uma plataforma gratuita de criação de filmes digitais e jogos, para otimizar nosso processo de visualização e criação. Até agora, utilizamos softwares como o *Vision* da Vectorworks e, mais recentemente, migramos para o Depence R3, da Syncronorm. Embora esses programas sejam excelentes para pré-visualização de luz e vídeo, eles ainda não oferecem a mesma funcionalidade para o movimento humano.

O principal desafio é que essas ferramentas são complexas e demandam tempo para manipulação e edição, tornando seu uso inviável no dia a dia dos ensaios. Com o advento de ferramentas como o *Unreal* e o *Cascadeur*, o processo de animação em 3D se tornou mais fácil e acessível. No entanto, estas soluções continuam a não resolver o problema antigo da notação de dança que seja verdadeiramente útil e eque esteja em diálogo com o processo criativo.

Apesar do avanço tecnológico, muitas inovações parecem inacessíveis para a maioria dos artistas devido à sua complexidade e dificuldade de integração no dia a dia. É crucial reconhecer as limitações das tecnologias modernas. Os dados de captura de movimento frequentemente se mostram tão estáticos quanto gravações de vídeo tradicionais, falhando em captar outras informações que permeiam o processo de criação ao vivo. A promessa de ferramentas que oferecem interação em tempo real ainda não se concretizou, e paradoxalmente, o velho e o bom vídeo continua sendo a ferramenta mais difundida e usada atualmente.

Pensando o arquivo

Em sua laboriosa tese de doutorado *Arquivos como invenções* (2020), Thembi Rosa estende algumas idéias de Jacques Derrida em *Mal de arquivo*: Uma impressão Freudiana (1995), principalmente em relação a sua dinamicidade, para nos mostrar como que o arquivado nunca permanece inalterado. Pelo contrário, o ato de arquivar molda e influencia os acontecimentos que documenta. Cada vez que um arquivo é acessado e utilizado, ele ganha nova vida, sendo reinterpretado e recontextualizado.

Ela foca nesse dinamismo para equiparar o arquivamento até mesmo a um ato de criação, e que o papel de arquivar é fundamentalmente inventivo, pois envolve a criação de um sistema e a atribuição de significados. A escrita não apenas registra, mas também constitui realidades por meio de divisões e categorias. Portanto, uma característica do arquivamento é a sua função patriarcal, uma missão que nunca é neutra ou natural. Ela opera uma discriminação entre aquilo que merece ser guardado e aquilo que deve ser esquecido. Esta discriminação é inventiva, criativa, mas também normativa e política.

Vejamos o exemplo da notação de dança, especialmente no caso do método de Raoul-Auger Feuillet, que servia não apenas para registrar movimentos, mas também como um projeto político que centralizava o poder e a influência cultural. Feuillet, um coreógrafo e notador francês do início do século XVIII, desenvolveu um sistema de notação detalhado e amplamente utilizado, publicado em 1700 no livro *Chorégraphie, ou l’art de décrire la danse par caractères, figures et démonstrations*.

Essa perspectiva política da notação destaca como a escrita da dança pode ser usada para fins além da mera documentação. Ao institucionalizar e codificar os movimentos da “bela dança” barroca, a notação de Feuillet ajudava a consolidar uma hegemonia cultural, permitindo que a elite controlasse e perpetuasse determinados estilos e práticas de dança. Assim, a notação funcionava como uma ferramenta de poder, moldando a memória e a transmissão cultural de maneiras que reforçavam as hierarquias sociais e políticas da época.

Fazenda de IAs

Outro exemplo prático dessa política do arquivamento se deu recentemente no STAGE — um programa de pesquisa liderado por Clarisse Bardiot e financiado pelo Conselho Europeu de Pesquisa, na Universidade de Rennes 2 — que apresentou o trabalho de Delfina Sol Pandiani destacando a mão de obra crítica, muitas vezes invisível, por trás dos avanços das IAs, especialmente por meio da Amazon Mechanical Turk e plataformas semelhantes.

Essas “fazendas de anotação de dados” empregam trabalhadores mal remunerados, principalmente do sul global, em condições precárias para rotular dados cruciais para o treinamento em IA. A pesquisa enfatiza a importância de compreender os contextos em que esses dados são rotulados, pois a confiabilidade das “verdades básicas” e dos “padrões de ouro” usados no treinamento de IA é afetada por vieses subjetivos e culturais.

Pandiani propõe a incorporação de metadados contextuais e várias perspectivas no processo de anotação para tentar resolver esse problema de rotulagem subjetiva que finge ser objetiva. Atualmente, as tecnologias permitem-nos analisar os processos arquivísticos de forma mais profunda e transparente. Isto permite-nos compreender melhor as dinâmicas políticas e sociais que influenciam a criação e a manutenção dos arquivos, transformando-os em entidades que refletem não só os fatos históricos, mas também os contextos e as intenções intrínsecas à sua produção e preservação.

As possibilidades de questionar e revelar o contexto em que os arquivos são produzidos são muito mais abundantes hoje do que no século XVI, quando a relação entre as ações humanas e a sua documentação começou a ampliar-se. No entanto, mesmo com esses avanços, a crença histórica na capacidade da escrita de capturar a 'essência' do movimento continua a ser um tema de debate. Ao longo dos séculos, diversos estudiosos e praticantes da dança têm explorado a relação entre a escrita e o movimento, tentando encontrar uma forma de notação que seja tão dinâmica e viva quanto o próprio gesto.

Um legado em movimento

O clerigo francês Thoinot Arbeau, acreditava que a escrita poderia capturar a materialidade da dança, como visto no seu *Orchésographie*, um estudo do século dezesseis de músicas e danças renascentistas francesas. No entanto, Jean-Georges Noverre, no século XVIII, questionou essa simetria dança-escrita ao criticar as limitações da notação estática em documentar a natureza escorregadia do movimento. O professor de filosofia e sociologia da Sorbonne Frédéric Pouillaude, afirma que "o discurso antinotacional de Noverre, que representa o emblema de tal idealismo” — a da dança vinculada a sua presença — "ainda hoje, se encontra às margens de nossa modernidade mais avançada.”
Pode-se dizer que, depois de Noverre, a história da notação em dança é definida pela procura constante de preencher as lacunas deixadas por este idealismo, que combina o gesto com a necessidade de presença corporal e usa a escrita para tentar, embora nunca totalmente alcançada, reduzir a distância inatingível entre o movimento vivo e a sua representação.

Será que entramos numa era de novas tecnologias capazes de ultrapassar a representação estática (vídeo, fotografia, captura de movimento, anotações, lápis, papel, etc.) para atingir um novo nível de notação baseado no fluxo contínuo entre a escrita e o corpo físico?

Topologia e dança

Em seu livro “*Poiesis and Enchantment in Topological Matter*”, Sha Xin Wei explora como as tecnologias digitais podem ser encantadoras e criativas, concentrando-se na interseção entre arte e ciência. Wei argumenta que a topologia — área da matemática que descreve formas e espaços em constante transformação — pode servir de base conceitual para criar novas formas de poiesis, ou criação, que vão além das representações estáticas atuais e se tornam processos vivos e dinâmicos.

A topologia lida matematicamente com a estrutura ou, a arquitetura dos espaços matemáticos, em vez da medição, como faz a geometria. Ela estuda as propriedades de um espaço que são preservadas sob deformações contínuas, como estiramentos e torções, mas não rasgos ou colagens. Wei acha, então, que a matéria topológica — um campo emergente que aplica estes mesmos princípios da topologia à física e à ciência dos materiais para explorar novas fases da matéria — pode ser uma boa base conceitual para alcançar este outro tipo de comunicação corpo-dados.

Em vez de começar com conceitos estáticos, sugere que devemos nos concentrar na matéria do substrato em que os gestos ocorrem. No contexto de Wei, o substrato pode ser tanto físico (como materiais ou átomos) quanto conceitual (como algoritmos ou redes). Ele tenta entender e manipular essa base material e conceitual para criar novos fenômenos estéticos e interativos. Sendo assim, essa passagem das tecnologias de representação para as de performance é um ponto crucial.

Em vez de utilizar a tecnologia apenas para representar ou registrar movimentos, podemos integrá-la como parte ativa do processo criativo. Isso significa que a interação entre o dançarino e a máquina deve ser uma colaboração contínua, onde a tecnologia influencia e é influenciada em tempo real. Seriam capazes de aprimorar atividades com significado simbólico e assim, permitir um uso mais natural e improvisado sem instruções predefinidas.

Essa nova relação corpo e matéria seria alcançada através de três tecnologias principais: *Isolantes topológicos*, materiais que são isolantes no interior, mas possuem estados de superfície condutores que podem permitir o desenvolvimento de interfaces altamente sensíveis e robustas entre o corpo humano e dispositivos eletrônicos.

Os *supercondutores,* que possibilitariam a criação de dispositivos que operam sem dissipação de energia, permitindo o desenvolvimento de interfaces mais eficientes, compactas, mais leves e menos invasivas para o corpo humano; e os *estados Hall quânticos, que *para processar e transmitir informações pode permitir a criação de sistemas que operam em níveis elementares, onde a distinção entre corpo e máquina se torna menos clara.

O texto se aprofunda nas questões filosóficas levantadas pela matéria topológica, como a natureza da realidade, os limites do conhecimento humano e o papel da criatividade na descoberta científica. Em última instância é uma visão que tem implicações culturais, influenciando a forma como entendemos e nos envolvemos com o mundo material. *Digital continuum*

Em sintonia com essas ideias, Scott deLahunta e Anton Koch discutem em *Dance Becoming Data* (2017), como alcançar esse '*digital continuum*' na prática. Eles sugerem ultrapassar a lógica de ação e reação, desenvolvendo tecnologias responsivas que se adaptam a múltiplas atividades simultâneas em tempo real. Koch afirma que os dados devem flutuar constantemente para alcançar um *continuum *dinâmico de dança-dados, integrando observadores que interpretam e acrescentam contexto. Esse processo envolve um ciclo de *feedback* que mescla a interpretação humana e da máquina, evitando arquivos digitais estáticos. Para ele, a colaboração interdisciplinar e dados abertos e reutilizáveis são fundamentais.
Todos discutem maneiras de diluir as fronteiras entre os mundos digital e físico na dança, mas seus métodos são diferentes. Koch enfatiza a interoperabilidade e a modularidade, usando uma base de anotação dos artistas e Linked Data para criar arquivos dinâmicos e em evolução para reinterpretação contínua dos dados da dança. Na visão de Wei a coreografia se expande para incluir a organização de estados de sistemas interativos e de mídia.

A penúria da notação

Na visão de Pouillaude, a notação da dança falhou devido a uma tensão entre a necessidade de um sistema de categorias que fosse suficientemente próximo das práticas coreográficas e a exigência de um sistema aberto que suportasse a mutação dos estilos e conservasse a estabilidade temporal. Utiliza os exemplos do sistema de Feuillet e de outro inventado por Rudolf Laban, publicado pela primeira vez em 1928, para ilustrar dois extremos deste fracasso.

A notação de Feuillet, desenvolvida para a dança barroca, era bem-sucedida enquanto o estilo perdurava, mas tornou-se obsoleta com a evolução dos estilos de dança. Essa obsolescência ocorreu porque a notação de Feuillet estava fortemente vinculada a um estilo específico, e quando esse mudou, a notação perdeu sua relevância. Por outro lado, a cinetografia Laban buscava ser universal, capaz de lidar com qualquer tipo de movimento, coreográfico ou não.

No entanto, para alcançar essa universalidade, a notação Laban precisou abandonar as categorias locais específicas da dança, resultando em uma exterioridade da linguagem que era indiferente às práticas de dança cotidianas. Essa abordagem levou a uma desconexão prática, já que poucos coreógrafos e dançarinos conseguiam ler ou escrever partituras Laban, tornando a notação um domínio específico e marginal no currículo coreográfico.

Na visão de Pouillaude a notação de dança falhou por não conseguir equilibrar a proximidade categorial com as práticas coreográficas e a necessidade de adaptação aos estilos em mutação, resultando em sistemas que eram ou muito específicos e, portanto, obsoletos, ou muito universais e, portanto, desconectados da prática cotidiana.

A anotação da última decada

Talvez seja possível dizer que, até agora, o foco tem sido "revelar informação oculta" e "escrever sobre dança", utilizando visualizações digitais para revelar padrões e estruturas que compõem a coreografia. Pouca atenção tem sido dada à informação visível num corpo em movimento. Isto foi feito através de sistemas que deram prioridade a interferir pouco no processo criativo dos artistas. Privilegiámos tanto a não interferência que, talvez por isso, nada influenciou significativamente a "prática coreográfica".

A ideia de não impor metodologias aos usuários do sistema é recorrente, mas temos que admitir que qualquer software estrutura alguma coisa. Embora a prática artística seja altamente particular e individual e que não exista um único jeito de anotar que sirva para todos os processos de criação, geralmente nela existe um 'corpo em continuidade'. Não há ferramenta que lide com esse fato. O conceito de “corpo em continuidade” reflete uma abordagem filosófica mais alinhada com o processualismo. Ela enfatiza a realidade como um fluxo contínuo de eventos interconectados.

Influenciado por filósofos como Alfred North Whitehead, o processualismo vê a vida e a criação como processos dinâmicos de desenvolvimento, adaptação e mudança contínua. A ideia central é que a realidade não é composta de entidades fixas, mas de processos em movimento, onde cada ação está conectada a uma cadeia ininterrupta de eventos.

Com estes avanços tecnológicos - como a IA generativa, a computação quântica, a realidade aumentada, as interfaces neuronais, os LLM (*Large Language Models*) e os Digital Twins - estamos mais perto de concretizar o desejo de longa data de um espaço de escrita análogo ao que acontece num estúdio de dança? Poderão estas tecnologias captar finalmente o movimento dinâmico e contínuo descrito por estes "processos em movimento"?

A urgência de novas plataformas

É importante pensar numa plataforma para impulsionar os processos criativos e evitar que a dança seja reduzida ao idealismo da efemeridade ou da simples codificação. As soluções existentes não se concentram nas especificidades das artes do corpo. Por isso, é essencial criar um espaço de escrita que integre e atualize o processo ancestral de transmissão das artes vivas, tanto orais como corporais. Uma plataforma de movimento colaborativo capaz de promover a troca global de ideias coreográficas e pensamentos físicos.

Podemos voltar a envolver-nos com a tecnologia digital de ponta para construir algo acessível, democrático e prático para os artistas do movimento. Os sistemas que melhoram a compreensão e o desenvolvimento da dança através de meios digitais podem transformar significativamente os processos criativos e educativos, tornando-os muito mais eficientes e gratificantes. Trata-se tanto de reencenar, guardar e conservar como de inventar, trocar e co-criar. Simultaneamente. Um diálogo entre artista e o sistema digital, onde modificações podem ser aplicadas e revisadas imediatamente.

Permitir que vejam e modifiquem danças, sem a necessidade de pós-edição. Artistas, alunos, profissionais, todos precisam de um feedback continuo sobre o seu trabalho. Uma criação em camadas de eventos, possibilitando que se construam arranjos complexos de maneira colaborativa. Uma espécie de *live loop *de* feedback* perpétuo, onde humanos e máquinas co-criam juntos, e podem adicionar, infundir, adaptar, transmutar, de forma semelhante ao processo secular de construção na sala de ensaio.

Sistemas que acumulam experiência e refinam os dados capturados, permitindo um feedback contínuo e adaptativo subjacente à prática coreográfica. Algo que atue também como uma entidade avançada de treinamento, que se adapte ao processo do agente ao longo do tempo e crie um ambiente onde dados da dança evoluam com as práticas artísticas em andamento.

Multimodalidade em torno do gesto

Bastante atenção se tem dado a necessidade de uma abordagem multimodal para lidar com o arquivamento na era digital, o que refere-se ao uso de múltiplos modos de comunicação e expressão para capturar e representar informação.
A multimodalidade pode considerar o próprio gesto como o *cluster *de sua constelação notacional, abordando uma lacuna existente até agora: a integração da análise tempo-espacial específica do gesto com seus aspectos expressivos, semânticos, políticos e culturais.
Nenhuma categoria de notação é mais reconhecível e utilizável pelos artistas do corpo do que o próprio gesto no seu fluxo contínuo.
Precisamos jogar fora de vez a idéia de uma tecnologia fria e sem inteção, separada e assumirmos que poucas coisas são tão humanas quanto nossas ferramentas.
Não desistiremos de alcançar um método de notação com a utilidade prática que atualmente ainda não possui. A noção bem disseminada de que a tecnologia deveria nos permitir focar naquilo que queremos ao invés de como se chega lá nunca foi tão atual para o campo das artes vivas e performáticas como agora.

DERRIDA, J. Mal de Arquivo. 2011.

DE LAHUNTA, S. e KOCH, A. Dance Becoming Data. 2017.

FEUILLET, R.-A. Chorégraphie, ou l’art de décrire la danse par caractères, figures et démonstrations. 1700.

PANDIANI, D. S. Coding the Encoder. 2024. STAGE Research Presentation. Disponível em: https:..www.youtube.com.watch?v=osy_twtjkMs

POUILLAUDE, F. Le Désœuvrement Chorégraphique: Étude sur la Notion d’Œuvre en Danse. Paris: Vrin, 2009.

ROSA, T. Arquivos como Invenções. 2020. Tese de doutorado.

SHA, X. W. Poiesis and Enchantment in Topological Matter. Cambridge: The MIT Press, 2013.

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