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Com profundo sentimento urbano
Bruno Beltrão trouxe do Brasil a dança de rua para a abertura do Panorama Sur
La Prensa
Bruno Beltrão, com nostalgia pelo movimento puro.
Bruno Beltrão (33) lidera o Grupo de Rua, companhia de oito bailarinos procedentes do Brasil que, na nova edição do Panorama Sur no teatro San Martín, encenaram a sexta criação deste coreógrafo, na qual os movimentos dos bailarinos desafiam a percepção do espaço.
“Desde meu trabalho anterior ‘H2’, percebi a nostalgia pelo movimento puro; aqui tudo é mais físico, com a ideia de ir um pouco contra a tendência atual em que tudo é muito cerebral”, diz Beltrão e entrega as primeiras pistas sobre ‘H3’.
CERTA ALQUIMIA
Os movimentos duros e ásperos, alquimia entre códigos gestuais urbanos e figuras que sempre terminam no chão — próprias do hip-hop —, realizadas pelos bailarinos do espetáculo, ganham uma vertigem durante a performance que pode obrigar o espectador a modificar sua percepção. O jovem coreógrafo abriu a seção internacional da plataforma teatral com seu espetáculo ‘H3’, na Sala Martín Coronado do Teatro San Martín. No sábado ao meio-dia, oferecerá uma aula magistral no Malba.
O bailarino começou a apaixonar-se pela dança de rua aos treze anos e, desde então, jamais se afastou de seus códigos dotados de movimentos viscerais. “Só jogava futebol e praticava muita ginástica acrobática antes disso. Essas atividades logo foram parando e comecei a ir às discotecas e a dançar lá”, comenta.
‘Telesquat’, a obra que Beltrão trouxe ao país em 2005, narrava o poder da televisão sobre o cotidiano e formava algo oposto à peça atual: “era uma dança menos física, onde valia mais a articulação de ideias e a preocupação com as palavras; em ‘H3’ trabalho sobre a tecnologia gestual, onde tomo os traços de cada bailarino e os amasso até convertê-los em outra coisa”.
Beltrão ri e escapa dos rótulos que costumam acompanhar certos setores da arte: “há tempos não dou conferências, estou cansado do teatro com explicações, de todo o fenômeno que se gerou ao redor da dança contemporânea, onde se supõe que depois dos espetáculos você tem que sair para explicá-los”. No entanto, o homem que começou seu romance com a dança na adolescência oferecerá uma aula magistral no sábado no Malba, Figueroa Alcorta 3415, às 12h.
“Estive em mais de vinte países e isto não é para fazer média, mas nunca vi uma cena teatralmente tão viva como a daqui e com gente que não só ama o teatro, mas que é bem formada, por isso aceitei dar a palestra”, explica


