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Coreógrafo de Niterói dança hoje em Londres

Adriana Pavlova

Folha de S.Paulo

Companhia de Bruno Beltrão é mais conhecida no exterior do que no Brasil

Brasileiro que se apresentou em Bruxelas, Paris e Berlim foi elogiado pelos mestres Mikhail Baryshnikov, Merce Cunninghame Pina Bausch
Desde que o espetáculo "H3" estreou, há um ano, no Kunsten Festival des Arts, em Bruxelas, o Grupo de Rua de Niterói fez cerca de 40 apresentações, a maioria em palcos europeus de prestigio, foi visto por grandes nomes da dança e premiado pela Associação Paulista de Críticos de Arte.

Uma trajetória bem sucedida para a companhia comandada pelo coreógrafo fluminense Bruno Beltrão, 29, que esta noite volta a enfrentar um teste. Fundado em 1996 e hoje provavelmente a companhia brasileira mais atuante no circuito mais baladado da dança mundial, o grupo sobe ao palco do Sadler's Wells, em Londres, para a estreia na capital britânica.

"Londres é um destes lugares onde o artista sabe que terá uma ampla exposição de suas ideias e contato com um público especializado, o que é importante no crescimento de qualquer trabalho", disse Beltrão, de Montréal, onde participou do festival Trans-Amériques.

"Fomos ao Festival de Edimburgo em 2006 e foi o lugar onde mais tivemos criticas, por-que tem uma cena muito dinamica. Tenho certeza que em Londres iremos encontrar um cenário parecido."

Dançado por nove homens, "H3" dá continuidade à mistura particular do hip hop com dança contemporânea pesquisada por Beltrão.

O espetáculo esteve no Festival de Outono de Paris, participou do festival anual criado por Pina Bausch na Alemanha, onde Beltrão foi reverenciado pe- la coreógrafa, passou por Berlim e pelo festival holandês Springdance. Ainda contou com a presença de dois poderosos nomes em sua plateia, os coreógrafos William Forsythe, do Ballet de Frankfurt, e Anne Teresa De Keersmaeker, da belga Rosas.

Foi uma surpresa para um grupo que no ano passado só fez três apresentações no país uma no Rio e duas em São Paulo-e cujos últimos dois espetáculos foram coproduzidos por festivals europeus, sem dinheiro brasileiro. "Nunca tivemos um patrocínio brasileiro, Acho isso muito curioso, Temos circulação no Brasil graças a alguns festivals. Mas não gosto quando programadores, sob a desculpa de um orçamento apertado e dizendo que o Brasil não é a Europa, querem renegociar coisas fundamentais do espetáculo", diz Beltrão, que em 2009 só tem programadas para o Brasil duas apresentações no teatro do Sesi, em São Paulo, em julho.

Já a agenda internacional está cheia, com espetáculos no Festival de Montpellier, na França, em junho, e uma turné por 13 cidades americanas em 2010, entre outros.

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