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Grupo de Rua de Niterói faz da dança um filme

Novo espetáculo de Bruno Beltrão, que estréia hoje no CCBB, ironiza a linguagem da TV

Adriana Pavlova

A sensação é de estar diante de um filme, mas, na prática, é dança mesmo. O filme-coreografia, meio lento no começo, vai, aos poucos, enlouquecendo até chegar a um fim apocalíptico e apoteótico. Loucura do coreógrafo? Não, mas uma invenção de Bruno Beltrão, diretor do Grupo de Rua de Niterói, que a partir de hoje apresenta no Centro Cultural Banco do Brasil o “Telesquat”, dentro da mostra Dança Brasil.

— É um trabalho que começa propositalmente chato e vai ficando muito interessante e totalmente diferente da minha outra série coreográfica — explica Bruno, cuja companhia, estabelecida no Rio, põe o pé na estrada, para participar de todos os festivais mais importantes de dança contemporânea do mundo.
Depois de viajar quarenta e três dias no exterior, levando dança no Rio de Janeiro até no solo nevado da Finlândia, Bruno brinca, enfim, com a TV no palco, ironizando-a. São dois 50 minutos de uma coreografia que brinca irônica­mente com a linguagem da televisão. A idéia é massificar a linguagem narrativa, transformando-a em coreografia. E o resultado é que, para os mais exigentes, pode até soar meio bobo. A bobice é voluntária.

— Logo depois do começo, o espetáculo passa a ser denso, como se estivéssemos colocando legenda em tudo que estamos fazendo em cena — diz Bruno. — Há muitos movimentos que ressaltam os movimentos atuais.

**Depois do Rio, Bélgica, Holanda e Japão**
Bruno anda apre­sentando novas tecnologias de vídeo na lateral do palco. São oito bailarinos, as coreografias de Bruno e vídeos com sintetizadores, que misturam as imagens com o movimento corporal. O resultado estético, histórico e cinemático, no fim, é mesmo de filme.
Este mês, a companhia voltou de três importantes festivais: o Next Spring Dance Festival, na Holanda; o Theater der Welt, na Alemanha; a Córsega, na França; e, mês que vem, é a vez de Japão (Yokohama) e Bélgica (Klapstuck).

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