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O suingue da dança de rua na cidade

Grupo fará audição na academia Rose Mansur, em Icaraí, para selecionar novos dançarinos

Cézar Loureiro

O Globo – Niterói

Os aficionados de dança de rua que sempre quiseram fazer parte de um grupo e representar Niterói nos festivais terão uma oportunidade de mostrar o que sabem fazer na ponta dos pés.
Basta se inscrever para o teste que o Grupo de Rua de Niterói estará fazendo amanhã, às 18h, na academia Rose Mansur, em Icaraí.

O grupo, dirigido por Bruno Beltrão, de 16 anos, e Rodrigo Bernardi, de 17, está precisando de novos dançarinos. Os selecionados ganharão uma bolsa integral da academia, além de participarem de festivais, como o 9º Festival Tápias, que acontecerá em agosto, no Teatro João Caetano, no Centro do Rio.

Atualmente, o grupo conta com 11 integrantes, mas precisa de mais dez, pelo menos. Segundo Bruno, porém, o número de dançarinos selecionados dependerá da qualidade do trabalho apresentado pelos concorrentes.
A seleção será dividida em duas partes: um alongamento preparatório e uma exibição de coreografias de vogue, brake e street, três estilos diferentes de dança de rua.

— O teste selecionará dançarinos que já tenham um bom embasamento de dança de rua. A exibição durará de uma hora e meia a duas horas — explica Bruno.

Os atuais integrantes do Grupo de Rua de Niterói vieram do Balé Elphony e Jânia.
No início deste ano, eles resolveram sair do balé e montar o seu próprio grupo. O objetivo agora é arrumar patrocínio para financiar os cenários e figurinos dos espetáculos que pretendem montar.

Segundo Bruno, o trabalho do grupo está todo ligado ao hip hop, que o dançarino gosta de definir como “um movimento de origem americana, que tem várias facetas, entre elas o grafismo e a dança”.

Bruno e Rodrigo, no entanto, só conheceram o hip hop em 1993, quando fizeram um curso com um dançarino americano na academia Ativa. De lá para cá, os adolescentes se apaixonaram pelo gênero e passaram de alunos para professores.
Já em 1994, os dois começaram a dar aula de dança e agora montaram seu próprio grupo de dança de rua.

— Sempre fomos fissurados por dança. Freqüentávamos as danceterias de Niterói e queríamos aprender mais sobre o assunto. As coisas simplesmente foram acontecendo — conta o diretor.

Moradores de São Francisco, ele e Rodrigo gostam de ir à Madame Kaos e ao Barthô, casas conhecidas da cidade.

Quando não estão dançando, freqüentam as aulas do Segundo Grau da Associação Educacional de Niterói.
Em 97, Bruno pretende fazer vestibular para comunicação social; e Rodrigo, daqui a dois anos, para educação física.
Isso se a dança não tirá-los definitivamente dos bancos escolares.
O telefone para contato é 717-8035.

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