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Os brasileiros reinventam a dança contemporânea

Com seu Grupo de Rua, o jovem carioca Bruno Beltrão revoluciona os códigos da coreografia, insuflando-lhe a energia da dança urbana.

Corinne Bourbeillon.

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Encenação. Com seu Grupo de Rua, o jovem carioca Bruno Beltrão revoluciona os códigos da coreografia, insuflando-lhe a energia da dança urbana.

Bruno Beltrão é natural do Rio de Janeiro e vem do mundo da dança de rua. “Meu trabalho é uma ponte entre a cultura hip-hop e a dança contemporânea.”
Quando fundou sua companhia, o Grupo de Rua, em 1996, o jovem coreógrafo carioca era um breakdancer apaixonado de 17 anos. “No início, nossas peças se baseavam principalmente na virtuosidade própria da dança hip-hop. Com solos muito físicos, que cada dançarino realizava como um desafio diante dos outros.”
Então Bruno Beltrão começou a estudar filosofia e história da arte. Ele se iniciou na dança contemporânea. “Isso mudou minha abordagem da dança. Para o Grupo de Rua, a partir de 2001, eu conceitualizei mais minha maneira de coreografar. Também procurei quebrar o estilo muito codificado, bastante repetitivo e às vezes estereotipado da dança urbana.”

Figuras no chão
Em 2005, ele criou a peça H2. Dois.H de “hip-hop”. A peça apresentada no Triangle para Mettre en Scène, batizada de H3, é uma continuação. Nela, ele faz convergir a cultura popular, a dança urbana e a dança contemporânea. “Rompe-se com o individualismo dos breakers. A coreografia baseia-se no coletivo, no contato, no encontro dos corpos. Mas ainda assim retomamos o hip-hop, através de figuras no chão, algo que não fazíamos há muito tempo.”
Ao contrário de outras companhias de dança hip-hop, o Grupo de Rua não procura levar a rua para o palco.

Mas sim inventar uma nova linguagem coreográfica. O palco levanta questões que alimentam a sua inspiração:
“Como dançar juntos, ocupar o espaço? Como inscrever as técnicas e a energia da dança urbana num palco de Kip-hop em grupo
O leitmotiv nos movimentos dos nove dançarinos: correr para trás. Duos e trios se sucedem, em movimentos amplos. Se as figuras do hip-hop estão lá, reconhecíveis, o trabalho sobre o gesto, o movimento, pertence à dança contemporânea. “É também a primeira vez que temos uma música criada especialmente para uma de nossas peças”, destaca o jovem coreógrafo.

É uma música eletrônica, composta por Lucas Marcier e Rodrigo Marçal, do grupo ARPX. Mais uma vez, nos afastamos do puro estilo hip-hop.”

Bruno Beltrão é um dos jovens artistas mais importantes do Brasil, mas é mais reconhecido no exterior do que em seu país. H2 e H3 puderam ser montadas graças a ajudas e coproduções europeias. “É muito difícil para as companhias de dança contemporânea trabalharem no Brasil.”
Seu espetáculo não transmite nenhuma mensagem. “Mas é um ato muito político, no fundo, pegar essa dança que nasceu nos Estados Unidos, nas ruas, e transformá-la em um palco de teatro, com nossa cultura carioca.”

Informações práticas. H3 pelo Grupo de Rua, no Triangle, boulevard de Yougoslavie, sexta-feira, 21, às 21h30, sábado, 22, às 21h. Informações:
02 99 31 12 31.

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