
SCAFFO
Anos 90
No início desta década, Bruno, Rodrigo e seus amigos exploravam a cena de dança de Niterói, frequentando a boate Scaffo, um local popular entre jovens da cidade. Influenciados pelos movimentos de MC Hammer e Vanilla Ice, Michael Jackson além de R&B e New Wave que ecoavam na boate, passaram a se encantar gradualmente com a prática.

Destino
tocando a mesa
Bruno Beltrão e Rodrigo Bernardi se aproximaram no início dos anos 1990, pelo interesse comum pela dança. Em Niterói, frequentaram as aulas de Yoram Szabo e, em 1994, começaram a ensinar na Academia Helfany Peçanha. Ali criaram suas primeiras coreografias, entre elas Dançando no asfalto, apresentada no encerramento do ano letivo. A experiência como professores e coreógrafos deu origem à parceria que levaria à fundação do Grupo de Rua, em 1996.

1993
Da boate a academia
Em 1993, um amigo contou a Bruno e Rodrigo que um professor americano dava aulas de hip-hop na Academia Ativa, em Icaraí. O professor era, na verdade, o israelense Yoram Szabo, e suas aulas eram uma espécie de street jazz.
Os dois frequentavam as matinês da Scaffo, em Niterói, havia cerca de um ano. Entre suas referências estavam MC Hammer, Vanilla Ice e Michael Jackson.

1994
Ensinar para aprender
Yoram não voltou ao Brasil para continuar os workshops. Bruno e Rodrigo decidiram dar aulas. Em 1994, por intermédio das amigas Vanessa Motta e Tania Mara, foram apresentados a Helfany Peçanha, que os recebeu em sua academia.

Bruno, Allan e Rodrigo .
'Dançando no asfalto' Teatro do Liceu - RJ 1994
Dançando no asfalto
Aos 15 anos, começaram a ensinar dança para crianças. Naquele mesmo ano, criaram sua primeira coreografia para o espetáculo de encerramento do curso, ao som de Now That We Found Love, de Heavy D & The Boyz.

Em 1994, Bruno e Rodrigo começaram a lecionar para crianças na Academia Helfany. Rapidamente perceberam o contraste gritante entre ensinar pequenos e adultos. Enquanto o ensino para adultos demandava abordagem técnica e diálogo mais direto, trabalhar com crianças exigia paciência, criatividade e uma sensibilidade diferente para lidar com suas necessidades.

Dançando no asfalto
Aos 15 anos, começaram a ensinar dança para crianças. Naquele mesmo ano, criaram sua primeira coreografia para o espetáculo de encerramento do curso, ao som de Now That We Found Love, de Heavy D & The Boyz.

No mesmo ano que começam a dar aulas, coreografam seu primeiro trabalho criado para o final de curso da academia Helfany e Jânia com musica Now that we found love do Heavy D and the Boys.

No mesmo evento, coreografam seu primeiro trabalho feito para crianças.




1995
Aeroporto
Uma ameaça de bomba e a chegada de um esquadrão antibombas cabem nos cinco minutos de Aeroporto, a coreografia que Bruno e Rodrigo criaram em 1995 para o segundo espetáculo de fim de ano da academia.
'Aeroporto' levou o grupo a um festival competitivo em São Paulo, onde conquistou o terceiro lugar. Acima, o Grupo de Rua e o o Blackout, um dos grupos paralelos do projeto Dança de Rua do Brasil.




Santos:
imaginar um grupo
Enquanto Bruno e Rodrigo davam aulas e criavam seus primeiros trabalhos, uma companhia de Santos alterava a escala da dança de rua apresentada nos palcos brasileiros. Liderado por Marcelo Cirino, o Dança de Rua do Brasil reunia referências da aeróbica, do breaking, do new jack swing, do jazz e de outras linguagens em coreografias de precisão extrema.
Vistos retrospectivamente, alguns de seus desenhos também permitem reconhecer aproximações com o voguing: geometrias dos braços, hand performances e deslocamentos semelhantes à passarela. No trabalho do grupo, porém, esses elementos apareciam submetidos a outra lógica, mais rígida e frontal. Não se trata de estabelecer uma filiação direta, mas de reconhecer uma proximidade visual entre vocabulários que circulavam e eram transformados.
Para dois adolescentes que ainda tentavam imaginar como se construía uma companhia, aquela era uma primeira resposta possível para a pergunta: o que faz de muitas pessoas um grupo?


