
Das matinês em Niterói até aos palcos internacionais, o percurso do Grupo de Rua é indissociável das suas raízes. Neste microsite, regressamos ao passado para descobrir toda a viagem até aos dias de hoje.
1996
FUNDAÇÃO
Após dois anos na Academia Helfany e Jania, aos 16 anos, Bruno e Rodrigo buscaram um novo espaço para expandir suas ambições artísticas, como representar a cidade em eventos no Brasil e no exterior. Com a generosa acolhida de Rose Mansur, que abriu as portas de sua academia, eles realizaram a primeira audição que daria vida ao grupo. Em 15 de julho de 1996, Bruno e Rodrigo fundam o Grupo de Rua de Niterói, na Academia Rose Mansur.

1996
Terceira guerra adolescente
Desde sua formação, o Grupo de Rua não perdeu tempo em marcar seu território no competitivo mundo dos festivais de dança. Com "A Última Profecia", uma coreografia inspirada nas previsões de Michel de Nostradamus, esta coreografia abriu o caminho para uma série de vitórias, com o grupo conquistando primeiro lugar em todos os nove festivais nos quais competiram, oito no estado do Rio e um na Itália.





Da rua ao tumbling
A experiência com o professor Werneck
Entre 1997 e 1999, o Grupo de Rua teve a oportunidade de aprender ginástica olímpica com o professor Werneck. Ele era um dos mais respeitados instrutores da cidade, e também uma figura importante na vida de Beltrão.

Bruno, que havia sido aluno de Werneck dos 7 aos 12 anos na Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), reencontrou o professor selando uma parceria inédita: em troca de treinamento, o grupo se apresentava em alguns eventos de ginástica organizados por ele. Após a morte de Werneck, a Prefeitura de Niterói criou o Torneio de Ginástica Carlos Werneck, homenageando seu legado e mantendo sua memória viva na comunidade da ginástica artística.
1997




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1997
A Experiência
A terceira coreografia do Grupo de Rua estreou no Festival Tápias, em 1997, no Teatro Carlos Gomes. Depois das vitórias dos trabalhos anteriores, o grupo chegava ao festival com a expectativa de repetir o primeiro lugar. A Experiência contava a história de uma cientista cujos alertas sobre uma catástrofe iminente eram ignorados pela comunidade.



1999
Metrópole
Criado para o espetáculo de fim de ano na Academia Rose Mansur, o GRN estreia 'Deus Trovão'.
Mas foi só o começo, porque depois de um tempo ajustando e adicionando umas coisas aqui e ali, "Deus Trovão" evoluiu e virou "Metropole". A coreografia levou o grupo para participações especiais em programas de TV e todo tipo de evento.













Competições
eventos e tv
Os primeiros anos do Grupo de Rua
Nos seus primeiros quatro anos, o grupo se apresentou em diversos eventos, desde a chegada do Papai Noel no Maracanã até desfiles na passarela para a coleção de Sebastião Raphael. O GRN dançou em eventos sob o sol escaldante das praias, e também fazia apresentações especiais para marcas como Gillette e Danone. Esteve em programas de televisão como o Show da Xuxa; o Som Brasil, ao lado de Lulu Santos e Claudinho e Buchecha e no Vida ao Vivo Show, do Luiz Fernando Guimarães e Pedro Cardoso. Em 2000, encerrando a fase de participações especiais, o grupo desfilou no Sambódromo para a Mocidade Independente.











2000
Visita ao circo
De volta a Niterói, após o Festival Internacional di Funk ENDAS, o Grupo de Rua se prepara para um novo desafio: participar de um espetáculo de circo na Concha Acústica com o renomado diretor francês Pierrot Bidon. Encantado, o diretor convida a cia para participar do "Circo da Madrugada", um espetáculo com 50 artistas de diversas origens. A temporada começa em Niterói, em 2000, e se estende a Lyon, na França.


Pierrot Bidon foi um visionário do mundo do entretenimento, mais conhecido por fundar o icônico circo francês Archaos, que revolucionou a arte circense moderna nos anos 80.
O estilo de Bidon foi fundamental para o desenvolvimento do novo circo, uma vertente que enfatiza uma narrativa forte e inovações estéticas, influenciando gerações de artistas em todo o mundo. Sua obra permanece um legado de criatividade e ousadia, celebrada por transformar radicalmente a percepção pública do que poderia ser um espetáculo circense.
Se for dirigir, não dance
Em meio aos preparativos para o espetáculo na Concha Acústica de Niterói, durante um dos ensaios, Bruno tomou uma decisão que mudaria seu papel na companhia.
Ciente de sua dificuldade em conciliar as funções de diretor e dançarino, Bruno falou com Rodrigo sobre sua intenção de se afastar dos palcos e se dedicar exclusivamente à direção e coreografia. Essa decisão, tomada precocemente abriu espaço para que Bruno explorasse seu potencial como líder e criador, impulsionando o Grupo de Rua para novos patamares.
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1998
Passos até o primeiro voo
Em 1998, o GRN apresentava sua coreografia "Metrópole" na Bienal do Livro no Rio Centro, quando, Alfredo Appicella, italiano proprietário de uma academia de dança e idealizador do Festival Internacional di Funk ENDAS em Nápoles, estava na plateia. Encantado pela performance, Appicella convidou o grupo para competir na Itália, embora sem oferecer as passagens aéreas necessárias.

Sem desistir até o final, as produtoras do grupo Norma e Ana conseguiram um apoio do governo do Estado do Rio de Janeiro. Em troca de comprometer-se a realizar oficinas e apresentações futuras, o grupo foi contemplado com 14 passagens aéreas, abrindo caminho para sua primeira viagem internacional.


Na competição, o GRN conquistou o primeiro lugar entre dez grupos de toda a Europa, com este se tornando o ultimo festival competitivo que o viria a participar.


Após chamar a atenção de um juíz presente à apresentação, o GRN foi convidado para uma tradicional pizzata – celebração típica da região, onde a pizza é a estrela absoluta da mesa. A cidade, berço da famosa Margherita criada no século XIX, serviu como palco para essa despedida. Com vista para a deslumbrante baía de Nápoles, o grupo saboreou a autenticidade da receita local, encerrando a viagem e celebrando a vitória.

Turbulência
após o voo
Após a viagem à Itália, divergências entre a direção do Grupo de Rua e familiares de alguns integrantes provocaram uma crise interna. O episódio também repercutiu na relação do grupo com a NELTUR — Niterói Empresa de Lazer e Turismo S/A — que suspendeu o apoio mensal de R$ 2 mil. O momento coincidiu com outra transição: Bruno terminava o ensino médio e começava a considerar a possibilidade de cursar dança.



